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CONHECIDOS PELO AMOR

CONHECIDOS PELO AMOR

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O amor seja não fingido. Rm 12.9
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Ontem na aula, o professor liberou de fazerem a prova final os alunos que apresentaram um trabalho oral, pelo simples fato de, entre tantos, apenas esses tiveram a disposição e coragem de exporem-se diante do professor e dezenas de alunos que os estavam observando pra criticá-los. Claro, ficaram surpresos e felizes em saber que, estavam isentos de avaliação por terem apenas falado em público, até saíram mais cedo – essa foi a melhor parte. Por outro lado, os que estavam criticando ficaram tristes por não haverem se prontificado em fazer a tal apresentação. Parece-me que na vida real (como se diz de um artista quando não está contracenando na novela), é exatamente assim. Muitas pessoas pensam, não sei de onde tiraram essa idéia, que apenas falar de amor isenta-os de não praticá-lo. Acreditam que, seu discurso sobre o amor, ainda que seja uma boa fala, estarão livres de serem avaliados pelo Mestre, afinal para os tais, o importante não é viver o amor, e sim falar dele. A palavra amor é romanceada nas linhas do poeta, bate forte no coração do casal apaixonado, muito bonita na melodia do compositor, escarafunchada na mente do filósofo, pregada (quase literalmente) na boca do religioso, mas uma superficial voltinha pelo seu coração vemos que na prática não é bem assim. É impossível dizer que crê em Deus, dizer que ama o próximo, e não viver uma vida pautada no amor, o que faltar disso não passa de religiosidade humana adorando um deus à imagem e semelhança de si próprio. Jesus disse que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor. Ainda bem que Cristo não disse que os seus seriam confundidos: pelas roupas, doutrinas corretas, jargões religiosos, tamanho de cabelo, véu na cabeça, forma de cumprimento dando a paz do Senhor. Pelo uniforme, gravata da mesma cor, maneira de expulsar demônios, pelos carros, casas e empresas adquiridos, milagres realizados, musicalidade, orações barulhentas, extensa lista de regras, família feliz, vida piedosa, pela forma de animar a platéia, pela histeria emocional, pelo cair e rolar no chão. N Ã O! Os discípulos de Jesus serão conhecidos pelo amor e nada mais! Jesus foi o único que levou o amor além das últimas consequências, independente da opinião que se tenha a seu respeito, quanto ao seu amor as pessoas o têem como modelo.  Quem fala de amor e não o vive, não pode ser confundido como discípulo de Cristo, o máximo de reconhecimento que pode alcançar é que faz parte da religião e igreja A, B ou C. Ufa, essa foi por pouco, já pensou se os discípulos de Cristo fossem confundidos com eventos assim? O que seria do Evangelho? Veja, a questão não é se tais práticas e fenômenos são certos. A abertura aqui não é pra discutir isso. Não digo também que não haja amor em algumas pessoas nesses lugares, mas o grupo ao qual você faz parte ou os líderes que você admira são conhecidos como? Pelo amor? E quanto a você, amas a Deus e ao próximo? Sim, eu sei, nem precisaria dizer… Mas… como as pessoas lhe identificam? Como prisioneiro de uma comunidade religiosa, seguidor do homem, como defensor ferrenho de sua religião? Você é mais um artista que contracena na novela da religiosidade falando um texto decorado de amor, mas na vida real é reconhecido como mais um certinho querendo dar lição de moral e apontando o dedo para o pecado dos outros? Se você é discípulo de Cristo responda: as pessoas lhe conhecem pelo amor que diz ter?
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Trabalho da disciplina: Visão panorâmica do livro de Romanos
Professor: Tiago Meireles
Aluno: Lucianno Di Mendonça
Seminário Teológico Cristão Evangélico do Brasil

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