Home » Motivos para Viver » CARA OU COROA?

CARA OU COROA?

CARA OU COROA?

Quem não se lembra quando éramos crianças, antes de começar qualquer brincadeira, tirávamos par ou impar americano, dois ou um, coquin cocão ou adedonha? Mas o tempo foi passando e alguém nos ensinou que, ‘vaquinha’ era cada um dar uma moeda pra comprar laranjinhas, e se sobrava uma moeda, usávamos pra tirar cara ou coroa. Lembra que normalmente o primeiro escolhia cara, e coroa era injustamente rejeitada?
Essa semana esse blog chega à 100.000 acessos. Vou aproveitar a ocasião pra falar um pouco de coisas que guardo a sete chaves na gaveta de baixo do meu coração. Se algum tempo atrás me dissessem que iria começar escrever num blog e dois anos e pouco mais tarde estaria chegando a essa marca, talvez fizesse essa pergunta: ‘será que num desses cliques alguém mudou de vida?’ Mas desde o primeiro artigo descobri que meu maior leitor sou eu mesmo. Uma parte das leituras, por edição, mas a maior parte desses cliques por prazer e desejo de ler algo que me inspire, portanto a primeira vida a mudar através de meus escritos deve ser a minha.
…………………………………….……………#
O maior motivo da comemoração não são os números, mas o tempo. Explico. Tenho um amigo jornalista da cidade do Rio de Janeiro, que antes de mim começou escrever num blog, então fui inspirado fazer o mesmo. Escreve melhor que eu, estudou pra isso, tem um talento raro, porém, por motivos legítimos que cabem somente a ele, teve que deixar de fazer o que mais ama (pelo menos por enquanto). Muitos líderes religiosos, motivadores ou pensadores, partilham de um pensamento em comum: ‘se quiser obter resultados diferentes faça algo diferente’. Quanto a isso não resta dúvidas que seja verdade, é um caminho eficaz na busca da realização. Mas o outro lado da moeda não deixou de ser verdadeiro por ser menos valorizado: as maiores conquistas vêem através do fazer a mesma coisa todos as dias, durante toda uma vida. Diria que o primeiro é cara, o segundo: coroa. E quem jogou a moeda pra cima e caiu do lado da coroa, precisa saber o que quer, pois esse caminho não tem atalhos, é mais longo, e chegar ao fim de uma caminhada e descobrir que pegou o bonde errado seria além de frustrante, desesperador. Pois não vai querer fazer mais nada igual, e nem há mais tempo de fazer algo diferente.
Poucas coisas fiz ininterruptamente com alegria por mais de dois anos, escrever é uma delas, interessante, que começou no momento mais adverso da minha vida, portanto posso dizer, estamos apenas começando, pois a pintura fresca na porcelana levada ao fogo torna-se um com o vaso. (…)
.
Última parte: clique aqui

2 Responses to " CARA OU COROA? "

  1. Fabio Basilio disse:

    Ninguém fica a mesma pessoa depois que lê um livro. Este blog faz o mesmo. Mexe com nossa forma de perceber, de ler e reler um texto, afinal, trata-se de uma pessoa inquieta e que para este mundo, suas observações movem montanhas. As montanhas são aqueles, que ao contrário dele (Lucianno), são acomodados mental e espiritualmente, não têm visão holística perante a vida e não conseguem o feito dele. Por isso, mesmo que eu tenha tentado escrever umas poucas linhas na época, hoje inverteu, meu muso inspirador, é sem firulas, o meu caro amigo Lucianno. Este sim, sabe fazer blog! Aliás, ele é admirável! Dono de várias habilidades. Uma delas, exímio contador de histórias, principalmente, a autobiografia. Eu já vi e é encantador conhecer uma trajetória rica. Se ele cobrar para contar valerá o ingresso. Não estou desautorizado por ele, mas antecipo aqui e digo que suas incursões de escritor prometem. Estamos vendo um talento e veremos muito mais ainda. Podem crer nisso.
    Parabéns Lucianno. Te aguardo aqui na Cidade Maravilhosa à beira mar, para novos e bons papos. Sucesso do seu amigo carioca!

  2. Mestre Fábio Basilio, sabe quando uma criança (perna de pau ou não) vai fazer sua primeira partida de futebol e convida seu pai pra vê-la? Sinto-me assim contigo ao saber que seus olhos passam por aqui movendo os dedos no teclado dando o ar da sua graça, ou melhor, a assinatura de seu nome. Lembro-me quando nos conhecemos, numa conversa por telefone, eu, fazendo pela primeira vez, o que mais me dava pavor: vender. E você do outro lado, fazendo perguntas investigativas sobre o produto, não sei se percebeu, mas quando falhava minha voz não era o picotar ou delay do VoIP, era eu gaguejando mesmo. Minha vontade era tacar o telefone na parede, sair correndo gritando na rua: EU NÃO SEI! NÃO FAÇA PERGUNTAS DIFÍCEIS! SE TODO CLIENTE FOR COMO VOCÊ DESISTO AGORA! EU FALEI QUE ISSO NÃO IA DAR CERTO! Mas o tempo se encarregou de aproximar-nos além da voz em dados pela internet, tornamo-nos amigos (as perguntas continuaram), e não sei de onde a MasterCard arrancou essa mas “Isso não tem preço”. Costumo dizer que, se tenho um dom ou habilidade, esse é o de rir. E meus amigos e as pessoas que amo, também tem um dom extraordinário: de serem pessoas fora do normal. Quem dera todos pudessem ter os amigos que tenho, então entenderiam o motivo de eu ser o amigo mais feliz do mundo!
    Diga a Cidade Maravilhosa que seu amiguinho da Melhor Cidade do Brasil está arrumando as malas. Faremos um dupla no Futvolley: eu e você contra o Renato Gaúcho e Romário, apesar estarmos no auge e eles aposentados, diga que os deixaremos ganhar a partida.
    Ah, não demore voltar escrever na grande rede, você não faz idéia o quanto faz falta…

Leave a comment