Era uma vez um planeta muito pequeno e distante. Seus habitantes não desenvolveram a habilidade da fala, se arrastam com muita dificuldade pra locomover. Suas pernas são paralisadas, braços se movem muito lentamente, as mãos não conseguem firmar uma caneta, seus troncos são praticamente imóveis. Porém seus raciocínios rompem a barreira do limite pensando em coisas impossíveis, a mente é livre e somente através do pensamento conseguem se comunicar, mas seus corpos lhes puxam pra baixo mostrando a dura realidade. E pra piorar a situação, seus intra terrestres são arrogantes, orgulhosos, cheios de si mesmos, acham que são muito capazes, não reconhecendo que precisam de ajuda. Imagine como é estranho viver nesse lugar e ser um deles. Mas esse planeta distante existe: é a Terra. Os habitantes somos nós.
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Rick Hoyt é deficiente desde o nascimento, ao nascer o cordão umbilical prendeu ao seu pescoço, e perdeu oxigênio no cerebro. Seus pais ignoraram os avisos dos médicos que disseram que ele viveria como um vegetal. Aos 12 anos Rick começou a usar um computador especial para se comunicar, usando movimentos de sua cabeça. Assistindo uma partida de futebol, suas primeiras palavras foram: “Vá time!”. Então sua familia descobriu que era apaixonado por esportes. Mas ele é diferente não somente em sua condição física, mas têm mente e alma prodigiosa que não o deixa quieto insistindo que tudo pode ser diferente. Um dia, esquiando pela montanha dos sonhos, pedalando o vale do sacrifício, mergulhando as profundezas da liberdade, literalmente pensando alto, encontra seu amoroso pai Dick lendo seus pensamentos, disposto a dar sua própria vida em favor do filho. Desde então, pai e filho formam o Team Hoyt, juntos participam de maratonas, triatlos e, também já escalaram montanhas e competiram em corridas de esqui.
- “Sinto-me como um pássaro livre”. Disse Rick ao seu pai ao chegar em casa após sua primeira corrida.
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Fazendo um paralelo entre os habitantes da Terra e o Team Hoyt. Algumas questões ficam claras:
1 – Sem Deus somos como Rick Hoyt.
2 – Como todos são incapazes de fazer qualquer coisa sozinho, parece que está tudo certo, afinal quando todos são iguais, ninguém sabe que é possível ser diferente.
3 – O poder da mente humana é fantástico, faz coisas inacreditáveis, mas comparado ao que pode fazer com a força de Deus não é nada.
4 – Por mais dura que seja a realidade da vida, existe algo dentro do humano que o faz, contra todas evidencias, não aceitar continuar vivendo preso em seus próprios limites.
5 – O amor de Deus por nós, manifestado na vida e morte de Jesus é constrangedor, e muitas vezes mal compreendido.
6 – Mas nem todos são iguais. Jesus foi o único a fazer e ser diferente, o que nos leva compreender uma verdade: há algo muito errado conosco.
7 – A maior prova que estamos no caminho errado, é que todos morrem. Ninguém por mais correto, sábio e gente boa que seja, conseguiu não envelhecer e não morrer. Quem nunca ouviu a frase? ‘fulano morreu, mas era tão gente boa!’ Essa é a maior incógnita da poderosa paralítica mente humana.
8 – Aqui vem a boa notícia: Jesus venceu a morte. Com Ele nossa deficiência desaparece, podemos voar! Jesus disse ou acerca dele está escrito:
Sem mim nada podeis fazer. [1]
Eu sou Todo Poderoso. [2]
Eu vim para que tenha vida e vida com abundância. [3]
Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. Pois nele vivemos, nos movemos e existimos. [4]
Tudo foi criado por Jesus e para Jesus. Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas permanecem por ele. [5]
A única coisa que vocês podem fazer pra Deus é crer em mim. [6]
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São declarações totalmente fora da nossa realidade, quando as leio fico muito impressionado, como pode tudo ser criado por Jesus, para ele e tudo permanecer por meio dele? Quer dizer que Jesus é o Todo Poderoso? Qualquer pessoa livre das amarras religiosas ou filosóficas ao ler tais passagens fica estarrecida se meditar com seriedade. Até pra criticar e não aceitar essa realidade fundamental precisa do fôlego de vida que o Criador deu a quem o rejeita. Mas uma coisa sabe: mais cedo ou não muito tarde esse sopro de vida voltará a sua origem, e como diz Carlos Drummond de Andrade: “e agora José?” Tão grande sacrifício de Jesus foi em vão? Será que não há um motivo extremamente grave no homem pra tão grave atitude de Deus? Será que Deus não pede uma extrema atitude do homem em relação a Cristo? Se sua bondade pode lhe salvar porque Jesus morreu por ti? Atravessar os portões da morte, sem considerar isso do lado de cá não seria chamar Deus de estúpido ao dar seu Filho pra morrer na cruz por nós sem necessidade?
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[1] Jo 15.5
[2] Mt 28.18 parafraseado
[3] Jo 10.10
[4] At 17.25,28
[5] Cl 1.16-17
[6] Jo 6.29 parafraseado
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